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Aviation Classics (4)



FedEx
Boeing 727-200(F)
Foto por João Henrique Moraes de Oliveira

A série de postagens sobre o MST Meeting e sobre o Qantas dá uma pausa para falar de um dos mais tradicionais e mais velozes jatos comerciais que voam pelos céus do mundo inteiro: o Boeing 727 (727-100 e 727-200).

O 727 é um trijato fabricado pela Boeing que possui algumas características marcantes e que o transformam num verdadeiro ícone entre os amantes da aviação. Não há como ficar indiferente ao som de seus três raivosos motores Pratt & Whitney JT8D, à sua marcante empenagem em T ou à sua asa limpa, sem motores, o que permite que o 727 seja um dos mais velozes jatos comerciais existentes.

De fato, o Boeing 727 foi uma das aeronaves mais utilizadas no Brasil; no começo da década de 80 havia 36 Boeing 727-100 em operação (20 na Transbrasil, 10 na Varig e 8 na Cruzeiro) e, somados aos oito Boeing 727-200 da Vasp, totalizavam 46 aeronaves do tipo voando sob matrícula brasileira. Durante alguns anos a Transbrasil foi a maior operadora do 727 na América do Sul, quando sua frota era composta única e exclusivamente por esta aeronave.

Além das empresas supracitadas, o Boeing 727 também fez história nas cores de outros operadores, sejam eles de vôos charter (Fly, Via Brasil e Air Vias) ou cargueiros (TNT Sava, Digex, Varig Log, Itapemirim, Vaspex, Varig Log, TAF, ATA e Total). Num passado recente, novos operadores do "Doissetão" surgiram: Platinum Air, Air Brasil e Rio Linhas Aéreas, mas sem o mesmo sucesso do passado.

As versões 727-100 e 727-200 se caracterizam pela grande versatilidade no seu uso: foi o primeiro trijato homologado para o transporte de passageiros, assim como foi a primeira aeronave certificada para operações do tipo quick change (configuração mista que permite conversão para transporte de passageiros e carga). Além disso, o 727 ainda faz história como aeronave cargueira, utilizado por diversos operadores internacionais como a americana FedEx.

O Boeing 727 ainda destaca-se por ter sido o primeiro avião dotado de APU (Auxiliary Power Unit) e de escada própria, localizada na parte ventral da cauda. O modelo ainda é marcado por feitos impressionantes em sua história operacional. Por exemplo, ele é homologado para operar em pistas de terra:





Outro fato marcante a respeito do Boeing 727 ocorreu em Da Nang, Vietnã, em 29/03/1975. Um 727-100 da World Airways decolou da cidade vietnamita com 360 pessoas a bordo, quando a aeronave poderia transportar somente 106 passageiros: era o último vôo de evacuação partindo de Da Nang antes da chegada das tropas do Vietnã do Norte. Desse modo dezenas de pessoas embarcaram nos porões de carga e nos compartimentos do trem de pouso:



Praticamente todos os operadores brasileiros de passageiros e carga voaram para Manaus. A operação cargueira com o 727 merece destaque: no início da década de 90 o modelo dominava as rotas Manaus-Guarulhos e Manaus-Campinas operando para a Varig Cargo, Itapemirim, Digex e TNT Sava. Atualmente a operação do 727 em MAO é cada vez mais esporádica, limitada a aeronaves que realizam escala técnica na cidade rumo à América do Norte.

2 comentários:

Felipão disse...

Maravilhoso post, Frederico... Venho aqui pra aprender, já que não entendo muito de aviões, embora seja um admirador confesso dos aviões...E deu uma nostalgia grande ao ler que a Transbrasil, Varig e Cruzeiro eram as empresas que mais possuiam aeronaves... empresas que, infelizmente, não existem mais...

Ron Groo disse...

O avião da FeDex é muito bonito, e quanto aos videos. Você tem algum de uma decolagem completa de dentro da cabine de comando? E de um pouso?